Inspire-se nas tartarugas marinhas: Tenha um bom senso de direção.

Tartarugas marinhas não têm um alimento favorito, mas é interessante saber que muitas delas comem água-viva. As sete espécies de tartarugas marinhas são representadas por duas famílias: Cheloniidae e Dermochelyidae. Elas estão bem adaptadas ao oceano e cada espécie tem seu próprio tamanho. Essas tartarugas fazem seus ninhos em praias e o número de ovos varia de acordo com cada espécie.

As tartarugas podem sentir cheiro tanto estando embaixo d’água como na terra, elas possuem saliências abaixo do queixo, chamadas de barbilhões, que aguçam seus sentidos para captar cheiros e se esquivar de predadores. Além de usar o olfato e a visão para localizar alimento, as tartarugas também têm desenvolvido algumas estratégias para se alimentarem. De acordo com estudos, elas podem usar a memória para identificar cores associadas aos alimentos, têm a capacidade de caminhar até que rápido por um labirinto em busca de comida e apresentam emoções básicas para a sobrevivência.

Tartarugas marinhas são conhecidas por terem um sentido como uma espécie de bússola magnética para navegar no mar e encontrar o caminho de casa. Conforme as tartarugas marinhas vão amadurecendo, elas vão adquirindo a capacidade de explorar seu senso de direção magnético. O campo magnético da Terra é causado por correntes elétricas dentro dela, onde cada parte tem uma assinatura magnética única e as tartarugas marinhas bebê memorizam o lar magnético. Quando estes bebês atingem a maturidade, retornam para a mesma praia em que nasceram para acasalar e botar seus ovos.

Surpreendentemente, as tartarugas podem usar os campos magnéticos da Terra para migrações de longas distâncias. Desde bebes desenvolvemos consciência espacial, que inclui direção, distância e localização. Só que nem todo mundo conseguirá desenvolver um senso de direção perfeito. Na realidade, alguns seres humanos nem sequer têm senso de direção. Um bom senso de direção pode ser obtido a partir de células cerebrais existentes em muitos animais, incluindo humanos, conhecidas como neurônios de direção da cabeça.

Podemos nos perder quando nosso cérebro falha, mas nosso mapa interno pode se atualizar fazendo com que encontremos nosso caminho. Cada pessoa tem um mapa mental diferente de lugares porque está relacionado à cultura e ao conhecimento que cada um tem, e no modo como cada mente processa as informações. Mas podemos ficar dependentes do GPS do nosso smartphone e não formar um mapa cognitivo do ambiente. Assim, é importante percorrer caminhos alternativos para um mesmo destino e precisamos prestar atenção a tudo ao nosso redor.

Infelizmente, muitas pessoas são afetadas pela Desorientação Topográfica do Desenvolvimento (DTD), uma condição neurológica que as impede de formar mapas cognitivos para navegar em seu ambiente. Elas podem se perder diariamente e o tratamento para DTD depende de cada caso. Em tais circunstâncias, talvez o GPS possa ser útil para alguns pacientes e cães de assistência podem ajudar aqueles que lidam com a doença de Alzheimer.

De acordo com estudos, não há diferença de desempenho entre gêneros em relação à orientação espacial, porém as mulheres são bem mais ansiosas que os homens.  Muitas mulheres ficam extremamente preocupadas em ter que se orientar em locais desconhecidos, o que causa limitações. No entanto, as mulheres têm uma memória visual melhor. Em geral, a orientação espacial pode ser melhorada fazendo exercícios mentais que estimulem novas células e renovem as conexões neuronais em nosso cérebro.

Observe bem um mapa antes de iniciar sua viagem de carro ou transporte público para algum lugar. Ao chegar ao local, continue lendo o mapa sempre atento aos nomes das ruas e prestando atenção a tudo ao seu redor para que consiga memorizar. Tente criar seu próprio mapa mental e evite se distrair enquanto caminha! Exercício físico ajuda a melhorar as funções cognitivas, sendo assim, mantenha-se ativo. Reserve um tempo para jogar videogames que promovam a percepção espacial e adquira uma boa percepção espacial como a tartaruga.

tartaruga marinha

*Não guarde para você, passe adiante

.https://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2015/01/21/interna_tecnologia,609972/campo-magnetico-orienta-tartarugas.shtml

Get inspired by sea turtles: Have a good sense of direction.

Sea turtles don’t have a favourite food, but it is interesting to know that many of them eat jellyfish. The seven species of sea turtle are represented in two families: Dermochelyidae and Cheloniidae. They are well-adapted to the ocean and each species has their own size. These turtles nest on beaches and the number of eggs varies from species to species.

Turtles can smell on land and under water, they have bumps beneath the chin, called barbels, that stimulate their senses to pick up scents and avoid predators. Besides using their sense of smell and sight to find food, turtles also have developed some strategies to feed themselves. According to studies, they can use memory to identify colour associated with foods, they have the ability to move fairly quickly through a maze in the search for food and have basic emotions to survival.

Sea turtles are known for having a magnetic compass sense that helps them navigate at sea and find their way home. As sea-turtles mature, they acquire the ability to exploit a magnetic sense of direction. The magnetic field of earth is generated by the electrical currents within the earth where each part has a unique magnetic signature, and baby sea turtles memorize the magnetic home. When these babies reach maturity, they return to the same beach where they were born to mate and lay their eggs.

Surprisingly, turtles can use the earth’s magnetic fields for long-distance migrations. Since we were babies, we develop spatial awareness, which includes direction, distance and location. But not everyone will develop a perfect sense of direction. In fact, some human beings have no sense of direction.A good sense of direction can be obtained from the brain cells found in many animals, including humans, known as head direction neurons.

We can get lost when our brain fails, but our internal map can refresh making us find our way. Each person has a different mental map of places because it is related to the culture and knowledge people have and how each brain process information. But we can get dependent on our smartphone’s GPS and do not form a cognitive map of the environment. So, it is important to try taking different paths to the same destination and we need to pay attention to our surroundings.

Unfortunately, many people are affected by the Developmental Topographical Disorientation (DTD), a neurological condition that prevents them to form cognitive maps to navigate around their environment. They can get lost on a daily basis and the treatment for DTD depends on each case. Under these circumstances, maybe GPS can be useful for some patients and the assistance of a service dogs can help those cope with Alzheimer’s disease.

According to studies, there is no gender differences in relation to spatial orientation performance, but females are more anxious than males. Many women feel much more concerned about finding their way around unfamiliar location leading them into limitations. However, women have a better visual memory. In general, the senses of space and orientation can be improved by doing mental exercises that stimulates new cells and strengthen neuronal connections in our brain.

Take a long hard look at a map before you start your drive or transit trip to somewhere. When you arrive at the place, keep reading by paying attention to the street names and look around and see everywhere to help you memorize. Try to create your own mental map and avoid getting distracted while walking! Physical exercise will help you to improve cognitive functions, so stay active. Take time to play video games that promote spatial awareness and have good spatial awareness like a turtle.

 *Do not keep it to yourself, pass it on.

https://www.sciencefriday.com/educational-resources/magnetic-turtle-navigators/